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Compartilhando o que me deixa feliz nº 7

“Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões” 1Timóteo 2:8

Não se preocupem filhos, não é economia de tempo; ou de leitura; ou qualquer outra coisa ao abordar apenas um versículo em nossa reflexão. Na verdade ele é uma “bomba”. Por isso, sempre me encanto com os desafios da Palavra de Deus para minha vida. Compartilhar com vocês os desafios da Palavra de Deus me deixa feliz.

Certamente Paulo ainda está tendo em mente a ordem para nos interessarmos pelos outros, mas agora o contexto se volta para as reuniões na igreja local.
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O tom da orientação deixa de ser particular (cf. v. 1) passando a ser uma instrução quanto à conduta pública (v.8).

Vejo que esta é uma condição importante: meu envolvimento pessoal sendo demonstrado publicamente. Paulo instruiu Timóteo que ensinasse os irmãos na igreja de Éfeso a orar por todos os homens, o que, a meu ver, envolveu sua privacidade; mas que agora há uma expansão na prática da oração. Ela tronou-se pública:

“orem em todo lugar”.

Lembro-me da primeira vez que orei em público. Vocês se recordam que eu vim do catolicismo romano e por isso conservei durante algum tempo algumas práticas cerimoniais. Por exemplo: quando tomava o pão na ceia não o mastigava e etc. Fiquei surpreso quando em uma reunião de jovens, como novo convertido, fui convidado a fazer uma oração. Não resta dúvida de que senti a importância de participar daquele momento; por isso, com muita sinceridade e seriedade, ao finalizar a oração fiz o gesto do “sinal da cruz”. Até hoje alguns dos jovens daquela época se lembram do episódio e me vejo envolvido em um “bullying eclesiástico”. Depois, entendi que não havia a necessidade deste gesto; mas era fundamental colocar a oração sob a autoridade do Senhor Jesus (cf. Jo 14:13-14).

O verso continua o tema anterior, que é o envolvimento com as pessoas através da oração, entretanto o desafio agora está sob dois focos.

O primeiro foco está no raio de ação das orações:

“Quero, pois, que os homens orem em todo lugar”

“Bumm!” O desafio veio acompanhado de uma revelação estonteante.

A ordem (“quero”) diz respeito aos homens e não fala nada sobre as mulheres. Isso não quer dizer que as mulheres não possam orar, pois sobre isso o apóstolo Paulo já deixou sua orientação (cf. 1Co 11:13).

Este é um assunto polêmico e envolve predisposições preconceituosas. Vocês sabem, meus filhos, que um pesquisador deve tentar ao máximo despir-se de seus julgamentos preconcebidos no seu estudo. O mesmo devemos fazer aqui. Olhar para o texto de forma literal, este é o meu entendimento.

Assim, conclui-se que os homens têm preeminência desta prática pública sobre as mulheres:

“os homens orem em todo lugar”.

Meus filhos, envolver-se pessoalmente com outros através da oração nem sempre requer uma participação pública, mas quando isso acorrer, cabe a você Daniel, como homem ter a preeminência.
Você pode ver nesta ordem um privilégio? Como você o tem empregado?
Ester, você não está isenta de se envolver com os outros através da oração, mas, assim como é um privilégio orar em público, as orações silenciosas também deixam marcas e são valorizadas. Tenha como exemplo a oração de Ana, mãe de Samuel, que ganhou destaque na Palavra de Deus; ou o magnificat de Maria, etc. Lembre-se ainda do exemplo pessoal de sua avó Zila!

Como anda sua oração silenciosa?

O segundo foco está na condição daquele que ora, ou seja, a vida daquele que ora em público:

“levantando mãos santas, sem ira e sem discussões

Estas orações devem ser resultado de uma vida piedosa (“mãos santas”); e que envolvam a expressão de um amor altruísta por aqueles que são o objeto das orações (“sem ira e sem discussões”).

Este tipo de oração é antagônico àquele que os fariseus faziam nos dias do Novo Testamento, e que o próprio apóstolo Paulo deve ter praticado (cf. Mt 6:5; 23:14; Lc 18:11-12).

É interessante observar que estes aspectos de piedade e altruísmo devem estar presentes nesta oração pública. Percebo a necessidade de uma vida coerente entre a oração e a conduta daquele que ora publicamente.

Desculpem-me por tecer um comentário de julgamento, mas muitas vezes percebo que aqueles que oram em público estão apenas presentes corporalmente, ou seja, estão desconectados do culto e suas orações não refletem a evidência do privilégio que têm; e, às vezes, é pior quando seu caminhar não reflete uma piedade e altruísmo.

Acho que vou precisar rever algumas coisas, principalmente meu comportamento quando presente em uma reunião e o dirigente pede para que eu faça a oração. O que vocês acham disso?

Meu conselho a vocês, queridos filhos, Daniel e Ester; e a todos:

– Exerçam o privilégio de orar conforme a instrução do apóstolo.

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